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HOW CAN I SLEEP WITH
YOUR VOICE IN
MY HEAD |
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" Todos nós gostamos de tocar ao vivo, achamos isso uma parte importante do trabalho da banda" (Pal Waaktaar) |
Quando se chega ao 18o. ano de carreira, não observa-se numa banda de porte internacional a questão do "ser capaz de fazer acontecer" e sim " ser capaz de continuar inovando com qualidade" . O público já foi conquistado, a 'preocupação' - se é que esta é uma para o a-ha - é como cativar sempre seus fãs e seguir firme em seus propósitos. Há muito tempo,um disco ao vivo do a-ha era esperado.Em 1989, Pal Waaktaar, em entrevista à hoje falida revista Bizz, disse o seguinte :"Talvez depois de nosso próximo disco de estúdio seja o momento certo". Ok. Só que em 1990 veio "East of the sun West of the moon" , em 1993 "Memorial Beach" e.... 7 famosos anos de ausência. Pelo visto ,não era mesmo o momento certo do CD ao vivo e, tanto durante o seven year itch como desde sempre, os piratas do a-ha live não deixaram de existir. Antes gravados em k7s com qualidade que Pal mesmo qualificou como "péssima" , hoje desfilam pelo mundo afora os famosos CDRs com mais pirataria do a-ha . K7s, cdrs, a verdade contituía-se numa só: era vontade generalizada dos fãs um disco que registrasse oficialmente o que é o a-ha quando está no palco. |
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Mal sabiam eles que acabariam
sendo atendidos, porém no momento em que o próprio a-ha julgaria como ideal : aquele em
que mostrasse que o pop do talento continuaria imponente. O "legal "
é também notar que os críticos não poupam elogios ao a-ha conferindo nota média 9 ao
CD...Ah, 20 anos para perceber isso...Tsc, tsc. Mas é bom que o tempo vença a
insensibilidade e a cegueira.
Se fosse uma banda medíocre, por ocasião da volta seria muito fácil para o a-ha fazer uma cópia de "Headlines and Deadlines" gravar tudo ao vivo e rotular : " A-ha Acústico", aliás, moda por aí...Ora , por quê o a-ha não faria isso ? Seria larga vantagem para eles: faixas estouradas nas rádios do planeta, excelente para o retorno após tanto tempo ,certo? Errado! Errado quando se é uma banda com músicos de verdade e inteligência suficiente para saber que tal facilidade seria incompatível com toda a carreira de inovação do a-ha dentro do pop.Mantendo esta coerência,a banda confiou em seu talento e optou pelo lançamento de um CD completamente inédito : Minor Earth | Major Sky . Sendo inédito, o CD da volta foi um fenômeno.Dois anos depois, novo CD inédito : Lifelines. Novo fenômeno. Toda repercussão de ambos em 2 anos e a alta cotação recebida pelo a-ha com relação aos novos shows ( público e crítica) finalmente trouxeram para Pal, Mags e Morten a idéia do álbum ao vivo. O momento havia chegado : 2003. Olhando para trás, sete álbuns na bagagem e olhando para o agora,absoluto controle de sua realizações - notado por Peter Dyke, jornalista britânico responsável pela redação do Tour Book 2002.A liberdade do a-ha está em determinar uma turnê, seu tempo, os territórios a percorrer, músicas a tocar, quem participa do staff, quem estará na produção de seus trabalhos. Isto nada mais chama-se do que "controle" -caso raro em termos de astros pop, pois muitos dos quais são popstars por casarem-se com produtores de música e /ou submeterem-se a escândalos sensacionalistas a cada 24 H. E falando em produção, Michael Brauer e George Marino (além do próprio a-ha) foram chamados para assinar este CD. Pal, Mags e Morten , exigentes como são, manifestaram-se felizes com o resultado do som...E só de ter lido esta informação antes mesmo de escutar o disco confesso que o entusiasmo causou insônia...De fato , o áudio é perfeito , e a recriação do show em plena sala de estar é de arrepiar... "How can I sleep with your voice in my head - a-ha live" foi lançado em três versões: a normal com 14 faixas e 2 limitadas -nas quais todas as atenções fixaram-se :albuns duplos,um em digipak, com direito a vídeo bônus dos bastidores da turnê e poster.Outro sem digipak nem poster.Detalhes que mais dizem respeito aos colecionadores que não podem ficar sem uma ou outra.O repertório -gravado em sua maioria em Wembley Arena, Londres, durante a Lifelines Tour - foi escolhido com base naquela turnê e segundo Mags, pelo critério de "melhor acústica" , o que não parece muito uma justificativa e sim uma vontade do a-ha, e ponto final. Desnecessários chiados em função da presença e/ou ausência de determinada música. De um universo de quase 100 canções, escolher 20 deve mesmo ter sido crudelíssimo. De qualquer maneira, "Cry wolf", "Manhattan skyline", "Stay on these roads", "The sun always shines on TV" já deveriam ter dado lugar à " Thought that it was you"," I wish I cared"," Little black heart" e" Dark is the night" , pelo fato de que novas músicas precisam ser conhecidas e um clássico premiado como "Dark..." não poderia faltar -ainda que super-hits tenham recebido arranjos atualizados com o a-ha de nossos dias- caso de "Cry wolf".Mas não estamos mais em 1985 , nem no ínício dos anos 90.E o single-chefe " The sun always shines on TV" deveria ter aberto alas para " You wanted more" ou "Time and again" ou " Oranges on apple trees". É incontestável, porém, que todas as versões apresentam um a-ha de arranjos irresistíveis, sólido,maduro, tocando um instrumental preciso e mantendo a característica de ser bem mais pesado ao vivo. Acontecia em 1986 com "Driftwood" , acontece hoje com " Did anyone approach you" . Logo, essa é uma marca do a-ha ,não dos músicos adicionais. Estes, aliás, constantemente são mudados. Morten, dono da mais poderosa voz do mundo, absoluto - ou quase ,não fosse pelas participações de Pal e Mags aos vocais de "Sycamore leaves" e "Dragonfly" , respectivamente. Algo perdoado pelo fato de que, num show, as possibilidades de criação são muitas. Mas nada, nem ninguém substituem a força da interpretação e a beleza vocal de Morten.E só sua voz é a-ha. Por isto e pela ausência da música representante de "Memorial Beach" é que este CD, embora festejado por todos,não tenha atingido a excelência em 100% - caso de seu antecessor de estúdio, "Lifelines'. Mas 98% é justo para uma obra-prima de luxuosa produção , capricho nos mínimos aspectos - como a capa digipak - e ser a-ha puro na forma live. Por fim, lamentável o não-lançamento deste CD no Brasil e América Latina.Não trata-se nem de uma lacuna este fato ter ocorrido por estas bandas.É um abismo. (Análises com base na versão limitada de 2 cds- digipak) |
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FAIXAS DO CD 1 : |
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| FOREVER NOT YOURS | |
| A primeira vez que ouvi "Forever not yours" ao vivo foi no show do ATL HALL , ano passado, no Rio. A consciência de ter ouvido a música ao vivo só veio depois, pela televisão, assistindo sua performance no Harald Schimdt Show, Alemanha.Fiquei impressionada com a precisão do instrumental. Depois, revivendo FNY do ATL num canal fechado, fiquei novamente impressionada: não só pelo instrumental, como também pela performance de Morten. A finalização da música com aquele agudo é que faz arrepiar a espinha.Neste live,todas as expectativas foram superadas. O início prolongado parece aumentar a agonia para o que virá depois. E que depois! FNY ficou ainda mais bela com o aparecimento mais evidenciado do piano de Mags e algumas notas que no CD não estão muito audíveis ou são inexistentes. Também o trabalho dos backing vocals ajuda muito a dar um clima charmoso à música , um clássico do a-ha atual. Bela, precisa, consistente, a-ha. | |
| MINOR EARTH | MAJOR SKY | |
| Por ficar em segundo lugar na ordem do CD, perdeu aquele efeito de abertura de show com a bateria, que criava um som crescente e explodia nas notas de MEMS em si. Em compensação, ganhou ainda mais guitarras de Pal,e aí temos mesmo um rock -aliás, a tendência geral desse CD. Não há muitas variações desta versão para a do Homecoming. Apenas Morten faz alguns gracejos com os vocais que ficaram interessantes. Mas é uma música forte, pesada e...misteriosa, de certa forma. O eco que joga a voz do Morten com os versos de "Minor earth|Major Sky" ficam elegantes, que bom que não foram suprimidos. E é exatamente eles que fazem MEMS comportar-se como...enigma. | |
| MANHATTAN SKYLINE | |
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O que eu consigo perceber de diferença é uma batida de fundo , e que Morten atrasa um pouco a entrada da segunda estrofe exatamente com a intenção de fazer o público perceber essa batida. No mais, "Manhattan" parece que retornou a versão que era tocada na turnê de 1991, à exceção do longo solo do piano com a guitarra, que aliás, eram ótimos. A verdade é que a música não apresentou tantas novidades. Talvez devesse ser substituída por "You wanted more" , que era esperada por muitos e ficou de fora. |
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| I'VE BEEN LOSING YOU | |
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A primeira sensação é a da força. "I' ve been losing you" é uma canção forte mesmo no estúdio. Quando ganha vestimenta ao vivo,é ainda mais intensa: sobressaem-se a bateria e guitarra. Sobressaíam-se. Aqui, o baixo em ritmo de... " The blood that moves the body" (!!!) entra para roubar a cena. A intenção foi essa mesma, pois o baixo está bem à mostra , constituindo-se num recurso interessante para aumentar ainda mais a complexidade da música , que é repleta de instrumentação. Também a curta batida anteriormente ao refrão em dado momento animou logo a platéia, mas não deu tempo para ser prolongado : "please now..." entrou em seguida. E Morten terminou a faixa lindamente com aquele "I' ve been loooooooosing yyyyy-oooooouuuu" à moda do...BLUES!!!! Ou ainda de "This alone is love" , de 1988.Ficou de arrepiar. |
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| CRYING IN THE RAIN | |
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Manteve a versão do Homecoming, que é excelente. Ao que parece, o piano mostrou-se mais, assim como a voz de Morten e Anneli num perfeito dueto.Durante toda a execução da faixa, a música segue fechada,mas não tensa : serena . E é com serenidade que Anneli Drecker finaliza a música - enfoque para sua voz melodiosa quase como num lamento.Pal transformou os solos de guitarra em atmosfera que remete aos anos 90. Fez lembrar de todo o clima que cercou " East of the sun West of the moon" em 1990. |
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| THE SUN ALWAYS SHINES ON TV | |
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Ganhou destaque como single em 2003 e criou polêmica entre alguns dos fãs mais envolvidos com o a-ha,por parecer um retrocesso a 1986, ano em que foi lançada. Porém Mags justificou a escolha de TSASOTV como single pelo fato de que o a-ha podia ter a possibilidade de construir novos arranjos para uma canção clássica.Pelo fato de que o a-ha lançou um CD ao vivo depois de 2 álbuns inéditos, a justificativa foi aceita ,mas mesmo assim, muitos achavam que era mais interessante passar a vez para as canções de Lifelines, já que TSASOTV estourou mundialmente e foi hit número 1. Polêmicas à parte, a música neste disco parece ter-se aproximado da versão original do CD - exceto pelas viradas furiosas de instrumentos conjuntos como bateria, guitarra e baixo, impossibilitando qualquer um de não exclamar ardentemente o quanto a-ha é GRANDE! O que arrepia a espinha às vezes são coisas mínimas : Morten troca o verso original de " Touch me " para "Touch me now " e basta para detonar o que já estava fervendo. Amplamente aplaudida pelos fãs, não poderia ser diferente. Assim como o sol do a-ha ao vivo não poderia deixar de brilhar. |
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| DID ANYONE APPROACH YOU? | |
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Arrebenta, a-ha!!! A introdução intercalada da bateria chega com peso.É como se anunciasse : " preparam-se, este lugar vai...explodir!!!!" Se o volume estiver alto, suas janelas irão vibrar, como se estivessem vivas. E você estará tão envolvido com o clima que não vai conseguir ficar parado.É impossível não mexer com os pés ou mãos.O baixo aqui chega junto e tem papel importante no desenrolar da faixa em sintonia com a guitarra de Pal em solos irresistíveis. Não pode-se deixar de falar no momento em que Morten e os instrumentos param a música por 1 segundo a fim de se ouvir o eco da voz dele que ficou no ar. E finalizando o incêndio, as baterias que abrem a faixa também a fecham, para delírio da platéia.Platéia de lá,e de cá do lado do som também, diga-se de passagem.Um estouro. Se esta música fosse tocada primeiro, e em seguida viesse "Oranges on apple trees", com certeza muitas palpitações aconteceriam coletivamente...Aguenta coração a emoção de se ouvir duas bombas do a-ha atual com tamanha receptividade da platéia!!! |
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| THE SWING OF THINGS | |
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Desacelerada, ganhou efeitos de batida que ficaram luxuosos ao início e que correm pela música inteira. A voz de Morten está perfeita :grave, densa, numa interpretação que aproxima-se da original em estúdio. Aliás, não fosse pela vibração do público e esta batida, seria perfeitamente a versão do estúdio. E naquele momento importante como " I know that I need/ I know that I neeeeeeeed" Morten novamente fez uma interpretação magnífica. "The swing of things" foi incluída no repertório do a-ha em 2003 por ser uma das mais importantes músicas , um tanto esquecida em 1986. Uma música que o a-ha explicou como sendo potencial e que jamais foi single. Também em 2003 não virou single,mas um de seus versos acabou dando nome ao CD e ao longo do booklet que acompanha o disco, vários outros versos foram estampados sobre as fotos de Pal, Mags, Morten, dos lugares onde o a-ha tocou ( Royal Albert Hall em Londres por exemplo) e também sobre os fãs. Os versos são : " Oh but how can I sleep
with your voice in my head Olhando o livrinho,a impressão que dá é que , sendo o CD povoado por imagens dos fãs, os versos tornam-se dedicatória para todos aqueles que seguem firmes com o a-ha, estejam onde estiverem. Uma homenagem , portanto, a todos nós. " Ao a-ha!" . |
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| LIFELINES | |
| Ficou com a versão do CD , restando algumas nuances de diferenças - as guitarras ,talvez.Soaram melancólicas como as da versão instrumental de "Angel".E o som parece bem nítido numa grande pedida. Título do álbum que deu origem à turnê, não poderia ficar de fora , mas somente por este motivo : é uma das mais belas composições do a-ha. Em 2002 Morten dera uma entrevista dizendo que esta foi uma das mais belas canções de toda a carreira,e também, uma das mais difíceis de cantar. Mas para quem ouve toda a suavidade e a força de seus vocais, quase não acredita. | |
| STAY ON THESE ROADS | |
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Sempre bela, é mais uma clássica que mal começa e é aplaudida.Ganhou uma participação mais ativa do violão, que dialoga com o piano e dá um resultado eficiente. Também Morten aqui cantando sozinho é melhor do que com Anneli. A voz dele está solitária na canção , aliás, Morten costuma mostrar-se solitário quando canta "Stay on these roads". Sempre há um clima de nostalgia que ele deixa passar com os vocais, e este é um clima que acompanha a letra e a atmosfera da música. Ficou linda , superou a versão do Homecoming. |
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| HUNTING HIGH AND LOW | |
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Ganhou novos arranjos e sempre dá naquela cena : fãs abrem os pulmões e cantam todos os versos do refrão. "Para encontrá-los de novo, nossos sonhos dependem disso"- é como se os fãs quisessem deixar isso claro para o a-ha. E cantam. Ano após ano o clima é o mesmo : o da emoção de ser fã do a-ha. E Morten sorri para a platéia, orgulhoso do que ouve, e deixa todos livres para aparecerem no show. Esse é o momento dos fãs neste disco: os fãs cantam, ganham espaço, e como estão afinados! Enfim, não há como não se emocionar. Mesmo que o Brasil não esteja na festa, enquanto fã e brasileira me sinto representada pelos ingleses, franceses,holandeses, suíços e os sempre dedicadíssimos alemães que tiveram a honra de ter seus países incluídos no áudio do CD. Ali, a nação é uma só : "a-ha". |
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| TAKE ON ME | |
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A melhor versão
de "Take on me" , a do DVD Homecoming, felizmente foi mantida neste CD.
Completamente transformada desde então, ganhou um acompanhamento de guitarra que a faz
mais fechada, mais densa e agressiva.Para quem ouve a faixa no CD |
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| THE LIVING DAYLIGHTS | |
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Mais uma canção cheia , com aceleração da bateria e do baixo.O famoso minuto em que a platéia canta "Oooo-ooooh!!! The living daylights!!! " ganha um acompanhamento raggae, e depois retoma o ritmo original da música. Aliás, engenhosa virada de um ritmo para outro. Acontece em fração de segundos, quase imperceptível. Aqui Morten canta com vocal bem grave, que lembra a versão cantada para a trilha original do filme de 007.E ouvir Mags se comunicando com o público de Zurique primeiro em inglês e depois em alemão, ficou jóia : " C'mon Zurich , ALLE ZUSAMMEN!". Nota 10 para o instrumental. |
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| SUMMER MOVED ON | |
| A versão preferida por mim para esta música continua sendo a apresentada no Nobel de 1998 e logo abandonada pelo a-ha. Uma versão similar à de estúdio foi mantida aqui e, mesmo sendo muito boa, não supera a primeira. Mas é sempre aplaudida, uma grande pedida e tinha de estar presente,pois foi a música que marcou a volta do a-ha em 2000. E claro, palmas para o homem que consegue 20 segundos de fôlego numa nota altíssima após cantar mais de 1H de show !!! E palmas mesmo : ele é o único no mundo capaz disso. | |
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FAIXAS DO CD 2: |
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| SCOUNDREL DAYS | |
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De qualquer maneira, "Scoundrel days" soa fantástica. É uma das músicas do a-ha que sempre foram caprichadas ao longo da carreira.Em 1989, havia uma versão que extendia a melodia da canção aos teclados.Depois de um longo tempo, a bateria vinha tranquila para desembocar no refrão da música de novo.Na turnê " Walk Under" era a guitarra que fazia o solo, constituindo-se também numa excelente pedida. E esta versão da turnê Lifelines segue no mesmo padrão , com algum suspense ao longo da faixa. Pal criou uns solos meio blues para Scoundrel Days e Morten mudou mais uma vez a entonação dos vocais, terminando rápido a pronúncia das últimas palavras de cada verso.Uma pequena mudança que gerou um enorme efeito, fez a voz de Morten mais sentida e temos mais uma execução fantástica da música. Mais uma para a coleção. |
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| ORANGES ON APPLETREES | |
| A fabulosa música presente é um presente!!! Veio com ritmo mais acelerado, com alguma mudança no refrão por efeito dos teclados. Ficou pesada,mas não sob a forma de trovão registrada em estúdio. O efeito ao vivo mostra a batida mais pro pesado do que para a rajada-eco do CD , talvez seja isso. Morten manteve os vocais graves do registro de "Lifelines" , Anneli tem sua voz aparecendo junto com a de Morten , ao contrário do CD , em que Mags é quem canta com ele. Aumentando o som é capaz de explodir laranjas, maças e qualquer árvore de qualquer fruta em volta. Uma bomba pra fazer qualquer estádio e seu público pular alto! Ah , sim : a voz de Morten ao final da música ficou ainda mais linda. É esse jeito dele de gritar tão lindo... | |
| CRY WOLF | |
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Uma das grandes supresas do disco! Morten a cantou noutro tom e o instrumental fez com que "Cry wolf" soasse como uma nova canção - para melhor. Ficou muitíssimo bem executada, firme, cheia. De todas as execuções, esta sem dúvidas foi a mais trabalhada. Normalmente, o a-ha busca mudar o som das faixas com frequência, tentando enfoques em instrumentos diversos,mas desta vez, superou-se. Cry wolf fica quase que irreconhecível não fosse o refrão- mesmo que este tenha também alguma mudança. Mas foi bom perceber que uma canção hiper-executada no mundo inteiro ainda consegue sobreviver no repertório mudando a roupagem de acordo com o momento atual. Ficou perfeita e bate um certo remorso em dizer que ela deveria estar fora.Exata. |
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| DRAGONFLY | |
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MAGNETUDE pura ! Uma das mais belas canções do CD, com Mags ao vocal e uma versão especial para o show, que não está no single homônimo de Mags,no vídeo da música ou em "Lifelines", do a-ha. "Dragonfly" ficou calorosa, melancólica, terna, e ao contrário da versão oficial, Mags cantou fora do falsete. Sua voz em tom normal soou mais natural e ele pôde mostrar que não é Morten aos vocais, mas a melodia da música embalou sua performance fazendo dela uma supresa inesperada. Apaixonante como o Mags em si. |
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| TIME AND AGAIN | |
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É o momento em que todos param para ouvir a voz de Morten e sua maneira (aqui) sentimental de cantar. Interessante notar que, ao agudo final,mal a canção termina e lá está a multidão aplaudindo Morten. Aconteceu na Europa, e aqui, no ATL HAll, Rio, também. Similar, num mesmo momento. A canção por si só já é bela, mas é Morten quem dá vida a ela e arrebenta. Também os backing vocals de Anneli com Pal ajudaram a dar um clima mais nostálgico para a música já nostálgica. Ficou linda, e não poderia ser diferente. O belo é isso : mexer com a gente, e tendo alma, meu amigo, impossível não se emocionar. |
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| SYCAMORE LEAVES | |
| A faixa não foi trabalhada em nenhum aspecto para ficar parecida com o a-ha , embora seja uma música originalmente gravada pelo a-ha com a voz ( insuperável ) de Morten. A versão que Pal mostrou é exatamente a mesma do Savoy : batida agressiva, de rock, sem o famoso "a-ha feeling".Eu poderia então registar aqui que essa pegada Savoy não deveria aparecer num disco do a-ha e tal. Mas não vou fazer isso não, pois num show, o experimento é sempre bem vindo e as possibilidades de criação são infinitas. Além disso, adoro a voz levemente rouca de Pal, adoro a respiração dele e sua performance como vocalista . Por conta disso, aceito tudo o que ele faça - seja ponte com Savoy ou não. Mas analisando a música em si , Pal casou bem a voz com o ritmo , e fez uns gracejos aos vocais justamente para mexer com a platéia, que delira . Uma experiência interessante, como a de Mags com Dragonfly.Um outro lado do a-ha. | |
| FAIXAS INTERATIVA | |
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Lauren Savoy resolveu enfim ser um pouco mais amiga dos fãs e compartilhou as imagens capturadas nos bastidores da turnê "Lifelines" / 2002. Pelo sabido, desde 1989 pelo menos ela tem registros do a-ha pelo mundo. Nos aproximadamente 10 minutos em que duram as filmagens da faixa interativa, temos cenas que adoramos como, por exemplo, Morten sendo recebido com calor pelos fãs alemães, ganhando "parabéns à você" em 2003, Pal aparecendo em trechos de "Sycamore leaves" , Mags brincando com Christer Karlsson e o melhor mesmo fica com conta de uma mensagem na tela, que aparece por último e fecha o vídeo : "to be continued..." |
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